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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Mantega diz que Brasil está pronto para novo ciclo de expansão da economia

Mantega diz que Brasil está pronto para novo ciclo de expansão da economia

Jornal GGN - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil apresenta uma economia mais sólida do que em 2008, início da crise econômica internacional, e salientou que o país está preparado para voltar a crescer.
Entre as condições conjunturais que favorecem esse crescimento, o ministro apontou o retorno do crédito com a recuperação do mercado de consumo, a existência de reservas financeiras elevadas, um alto fluxo de investimento externo, a baixa dívida externa e o câmbio relativamente estável. “Estamos prontos para o novo ciclo de expansão da economia”, declarou, em evento realizado na cidade de São Paulo.

Conforme o ministro, especialistas estimam que o fim da crise deve ocorrer até o próximo ano. “De qualquer forma, a economia internacional tende a melhorar e isso criará condições para que possamos ter um crescimento maior. Não podemos subestimar o impacto da crise na economia brasileira”, declarou. Mantega voltou a defender as políticas anticíclicas assumidas pelo governo para enfrentar a desaceleração na economia mundial, como a desoneração para a indústria, medidas de estímulo ao consumo e aumento das reservas financeiras, mas salientou que a política econômica do país foi feita com base na manutenção da massa salarial e do emprego.
Ao falar para uma plateia de economistas, com objetivo de debater os ajustes macroeconômicos necessários para o próximo ano, Mantega rebateu as críticas de defensores de uma estratégia neoliberal. Um dos temas abordados por ele foi a independência do Banco do Central (BC), proposta em alta no debate eleitoral. “Independência, você dá para os governos, para o Congresso, mas não para um núcleo de iluminados, que não foi votado pela população e teria poder de definir a política monetária e cambial, portanto a política econômica. Isso poderia ser feito sem ter um diálogo com as pessoas eleitas, os representantes da República. Acho complicado”, acentuou.
O ministro avaliou que a atual autonomia operacional do BC funciona como as mudanças implementadas em ano eleitoral. “Nenhum governo gostaria de, em ano eleitoral, elevar taxas de juros e baixar o crédito. Mas tem essa autonomia. E, claro, deve sempre combater a inflação”, apontou. O ministro também fez críticas à proposta de “desmame” da indústria, com retirada de subsídios, redução dos investimentos no Pré-sal, fim dos subsídios agrícolas e retração dos bancos públicos.
Além de ajustes no tripé macroeconômico – políticas fiscal, monetária e cambial –, Mantega defendeu a necessidade de manter políticas de desenvolvimento. Na política fiscal, o aumento gradual do primário, redução de despesas e recuperação de receita, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2 e 2,5%. Na política monetária, propôs a autonomia operacional do Banco Central. Já para a política cambial, apoia a manutenção do câmbio flutuante e intervenções do BC, para corrigir a volatilidade excessiva. Nas políticas de desenvolvimento, sugeriu a reforma tributária, a continuidade das desonerações e a política industrial com subsídios à inovação. As informações são da Agência Brasil.

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