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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Lula no Rio: O Brasil não vai regredir, o país vai continuar avançando

Lula no Rio: O Brasil não vai regredir, o país vai continuar avançando 


Nesta segunda-feira (15), milhares de pessoas se reuniram no centro do Rio de Janeiro para um grande ato em defesa da Petrobras, do pré-sal e do Brasil. A ação contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do candidato do PT ao governo do Rio, Lindberg Farias, e das deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT), além de representantes das centrais sindicais e movimentos sociais. No final do ato, foi realizado um grande abraço na sede da estatal.


Lula, Adílson Araújo (CTB) e Virgínia Barros (UNE).Lula, Adílson Araújo (CTB) e Virgínia Barros (UNE).
A concentração para a atividade aconteceu na histórica Praça da Cinelândia, e teve início às 10 horas. Milhares de militantes, trabalhadores e trabalhadoras, dirigentes partidários, parlamentares, sindicalistas, lideranças dos movimentos sociais e estudantil, chegavam por todos os lados aglutinando forças e engrandecendo o ato. A Cinelândia ficou lotada, centenas de bandeiras eram tremuladas com palavras de ordem em defesa da Petrobras e pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff.


Após a concentração, os manifestantes seguiram em caminhada na direção da sede da Petrobras, onde o ato teve continuidade. Segundo os organizadores do evento, cerca de 10 mil pessoas se reuniram para a atividade.

A manifestação foi organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), juntamente com as centrais sindicais CTB, CUT e UGT, além de entidades como MAB, MST, UNE, Ubes, UEES, FETEERJ, UEE-RJ, MPA E CNM, Famerj, Faferj, entre outras. Partidos progressistas também tiveram uma importante participação no ato.

O ex-presidente Lula, desde sua chegada, foi fortemente aclamado pelos milhares de participantes no ato. Lula fez uma emocionante e contundente fala em defesa do povo, da soberania brasileira, do pré-sal e da Petrobras:

“Foi na minha gestão que alcançamos a autossuficiência, e foi na nossa gestão que encontramos a maior reserva de petróleo contemporânea. Da data que descobrimos o pré-sal até agora estamos tirando mais petróleo do que o país tirou nos primeiros 31 anos de existência da Petrobras. Quem é que não quer que continue esse planejamento da Petrobras? Quem está incomodado com uma empresa brasileira para gerenciar esse petróleo? Quem está contra o fato de termos aprovado os 75% royalties do pré-sal para a educação? Com certeza não é nenhum trabalhador brasileiro, não é quem ama o Brasil. Sem o petróleo não haveria possibilidade do filho do trabalhador estudar numa universidade, sendo chamado de doutor. Imaginem quando estivermos tirando milhões e milhões de barris de petróleo do pré-sal”, frisou Lula.

Vestido com a camisa da Petrobras, Lula salientou por várias vezes que os trabalhadores da empresa e a população brasileira devem se orgulhar da estatal. “Este é um ato para defender a Petrobras dos ataques que ela vem sofrendo. Eu fiz questão de vestir a camisa da Petrobras. Eu quero servir de exemplo a vocês para que não tenham vergonha dessa camisa. Essa camisa deve orgulhar vocês e todo o povo brasileiro.”

O ex-presidente, ao lado de Lindberg Farias, Jandira Feghali e do presidente do PT, Rui Falcão (foto), finalizou sua intervenção falando como deve ser a gestão de um presidente da República. “Se tem uma coisa que não se pode terceirizar é o cargo de presidente da República, ou você assume ou não assume. Esse país é grande, mas não é uma colcha de retalhos que pode ser dividida entre vários interesses.”

“Os países da Europa fecharam milhões de postos de emprego, enquanto que no mesmo período nós criamos 11 milhões de empregos. O que era o Brasil antes e o que é o Brasil depois que nós assumimos? Nós queremos garantir que a Petrobras é nossa, que o petróleo é nosso. A Petrobras chegou ao pré-sal, pois teve investimento em pesquisa e em tecnologia. Nós temos que ter orgulho do que fizemos até agora. O Brasil não vai regredir, o Brasil vai continuar avançando”, ressaltou o grande líder popular.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizou com êxito uma intensa mobilização para a atividade desta segunda-feira (15). Militantes e dirigentes do Partido estavam fortemente mobilizados, tremulando as bandeiras comunistas e da presidenta Dilma. Também bradaram diversas palavras de ordem em defesa do petróleo, do pré-sal, da Petrobras e da soberania nacional.

O presidente estadual do PCdoB, João Batista Lemos, salientou a importância da militância ir às ruas para defender o projeto da reeleição de Dilma, a continuidade das mudanças no país e a soberania nacional: “Agora é hora de rua, é a hora do povo ir às ruas, o Brasil está sob ameaça, o imperialismo e as elites, com a mídia e o capital, estão articulados para derrotar Dilma. O interesse deles também é o petróleo, eles não querem que nosso país se desenvolva, não querem um país do povo brasileiro. Eles querem um país subordinado ao capital financeiro internacional. Mas eles não vão passar, nós vamos lutar para reeleger Dilma no primeiro turno. Essa também é uma luta pelo petróleo”, afirmou o líder dos comunistas no estado.

O candidato ao governo do Rio, Lindberg destacou que o evento faz parte da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, e que a partir de agora está mais otimista com relação às chances de o PT sair vencedor das urnas. “O partido vai ganhar uma força muito grande com este evento.”

A deputada federal, líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali, da comissão de defesa dos royalties do Petróleo na Câmara, chamou de "miopia" o fato de se secundarizar o pré-sal após as conquistas do governo nesta questão, se referindo ao plano de Marina Silva. Jandira lembrou que a gestão de Dilma conquistou no Congresso 75% dos lucros do pré-sal para a educação e 25% para a saúde.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, também esteve presente e destacou que o “povo brasileiro foi às ruas para dizer que o petróleo é nosso”. “Foi a luta dos trabalhadores do povo que impediu que a Petrobras virasse Petrobrax durante o governo FHC. E mais uma vez afirmamos que o petróleo é nosso, e não vamos permitir que enfraqueçam a Petrobras, esse grande patrimônio do nosso povo”, ressaltou a líder estudantil.

O presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, destacou a importância da luta da classe trabalhadora para a vitória do projeto popular nessas eleições presidenciais. “A classe trabalhadora nunca esteve tão determinada diante do risco do retrocesso. Dois projetos estão em jogo nessas eleições, o projeto da ultradireita aliada à direita, o projeto que defende a entrega da Petrobras ao rentismo, que defende o Banco Central independente. O outro projeto é o projeto popular que já retirou milhões de brasileiros e brasileiras da pobreza. Nós queremos a Petrobras do pré-sal que vai gerar um investimento de R$ 1,3 trilhão de reais, que vai levar recursos para nossa saúde e educação. Sou brasileiro e não abro mão, quero o pré-sal para a saúde e educação”, afirmou o presidente da CTB.

Durante o ato, diversas lideranças de várias entidades, movimentos e partidos tiveram acesso à fala e realizaram importantes intervenções. Após o discurso do Lula, os milhares de manifestantes se mobilizaram para realizar um abraço em torno da sede da Petrobras. A ação foi efetuada ao som do hino nacional brasileiro.

Bruno Ferrari, da Redação do Vermelho-Rio.
Com informações do Jornal do Brasil

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