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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Feldman agrada lojistas dos Jardins e diz que PSDB não sobreviverá


Jornal GGN – Entre Hino Nacional e esperanças de que a candidata tenha mudado algumas ‘ideias’, lojistas dos Jardins, zona nobre de São Paulo, receberam integrantes da campanha de Marina Silva. O grande temor ficou por conta do contido no Estatuto do PSB, que ‘limita a propriedade privada’. ‘É comunismo’, disse uma participante, ao que Feldman tranquilizou dizendo que o PSB apenas ‘abriga’ Marina, ‘que deve fundar a Rede em 2015’.
A elite recebeu a candidata do PSB e ouviu de Walter Feldman, coordenador da campanha, que talvez o PSDB não sobreviva ‘ao modelo de governabilidade que a candidata vai inaugurar no país’. Essas e outras declarações estão em matéria da Folha.
Segundo Feldman, se eleita Marina, os partidos devem se reestruturar e a sobrevivência dos tucanos é colocada em cheque, pois que pode haver uma debandada.
O coordenador financeiro e o representante jovem da candidatura de Marina estavam também nesta reunião de 70 representantes lojistas. Feldman tranquilizou  a seleta plateia sobre a ‘democracia de alta intensidade’ presente no programa da candidata.
Feldman explicou ao grupo que o conceito de conselhos populares presente no programa é bem diverso do pregado pela candidata petista enfatizando que não serão ‘aparelhados’. Como não convenceu e a plateia continuava receosa, o coordenador disparou que é preciso cuidado para ‘não remeter aos sovietes ou a organizações de esquerda’ e que isso já existe. Não convencendo ainda, o coordenador financeiro disparou que ‘não existe no nosso programa a expressão conselhos populares’, mas sim ‘conselhos de participação da sociedade’. O que agradou.
Uma das participantes disse estar temerosa em ter uma participação popular ativa pois que ‘a maioria às vezes é burra’, diz a reportagem.
Mas o que mais agradou a seleta presença foi a afirmativa de que existe uma relação muito boa de Marina com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E que Marina é mais neoliberal que o próprio candidato ao Senado pelo PSDB, José Serra.
Leia a matéria a seguir.
Da Folha
Coordenador da campanha do PSB diz a integrantes da elite paulistana que PSDB 'talvez não sobreviva' se perder pleito
Em encontro, equipe exalta boa relação de candidata com FHC e tenta conter medo de conselhos populares
Marina Dias e Lígia Mesquita / São Paulo
"Marina tinha algumas ideias, mas a gente acredita que, com o passar dos anos, ela pode ter mudado."
Foi assim que Rosangela Lyra, 49, presidente da Associação de Lojistas dos Jardins, justificou o encontro que organizou nesta terça (9), em São Paulo, entre integrantes da elite paulistana e parte da equipe de Marina Silva (PSB).
Vestindo camiseta com a bandeira do Brasil bordada com miçangas, blazer verde bandeira, calça preta e scarpins verde limão --"tudo marca brasileira"--, a ex-diretora da Dior no Brasil e sogra do jogador Kaká pediu que todos cantassem o Hino Nacional antes do debate.
"Honrar a bandeira não é só na época da Copa, né Walter?", disse ela, em direção ao coordenador-geral da campanha de Marina, o ex-tucano Walter Feldman. No telão, a letra do hino acompanhava imagens de praias, de montanhas e do Cristo Redentor.
Diante de uma plateia de cerca de 70 pessoas, Feldman afirmou que caso Marina seja eleita, o PSDB, partido do tucano Aécio Neves, "talvez não sobreviva" ao modelo de governabilidade que a candidata vai inaugurar no país.
"Se Marina for eleita, muda tudo. Os partidos vão se reestruturar. O PSDB não sei se sobrevive. O PSDB, se perder as eleições, vai haver uma debandada", disse Feldman.
Ao lado de Bazileu Margarido, coordenador financeiro da campanha, e de Lucas Brandão, representante jovem da candidatura de Marina, Feldman tentava tranquilizar as pessoas que se diziam inquietas com o conceito de "democracia de alta intensidade", que aparece no programa de governo do PSB.
Segundo ele, os "conselhos populares" propostos pela presidente Dilma Rousseff (PT) não são os mesmos defendidos por Marina.
"Os conselhos populares não representam o que a gente pensa. Vamos dar vida aos conselhos municipais, estaduais e nacionais de educação e saúde, e não permitir que sejam aparelhados", disse.
As pessoas cochichavam em negativa. Feldman pediu novamente a palavra. "Vejo que vocês estão nervosos com isso. Temos que tomar cuidado para não remeter aos sovietes ou a organizações de esquerda. Estamos falando do que já existe", afirmou.
A explicação não convenceu. Bazileu tentou mais uma vez: "Não existe no nosso programa a expressão conselhos populares', denominamos de conselhos de participação da sociedade'. É uma questão semântica". Também não agradou e provocou risos.
A advogada Adriana Hellering, 27, avaliou: "O que me assusta em ter uma participação popular ativa é que a maioria às vezes é burra. Também acho que há forma de manipular, já que o próprio governante é quem vai escolher os representantes".
Em mais uma deferência ao perfil dos ouvintes, predominantemente simpatizantes ao PSDB, Bazileu destacou a "boa relação" de Marina com o ex-presidente FHC e disse que a candidata "defende mais o tripé macroeconômico" do que José Serra, nome dos tucanos ao Senado.
Entre as perguntas que a equipe precisou responder, o estatuto do PSB, de 1947, que limita a propriedade privada. "Isso é comunismo", assustou-se Rosangela. Feldman afirmou que o PSB apenas "abriga" Marina, que deve fundar a Rede em 2015, e que essa é uma "questão histórica do partido".
http://jornalggn.com.br/noticia/feldman-agrada-lojistas-dos-jardins-e-diz-que-psdb-nao-sobrevivera

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